O mundo nos sufoca?

Realmente esse mundo nos sufoca e tenta nos tirar a visão dos céus. Contudo, tendo em vista que a nossa paz e alegria estão fundamentadas nas promessas de Cristo (que estaremos com Ele, pois fomos comprados, reconciliados, lavados e santificados por Ele), podemos ficar descansados, pois o Senhor nos diz que nenhuma ovelha pode ser tirada de sua mão, conseqüentemente não ficamos sem alegria e paz.

Fico a pensar como deve ser horrível viver sem essa esperança, pessoas que depositam a sua alegria em: carros, emprego, namoro, filho…, coisas que pode nos ser tirada a qualquer momento. O carro o ladrão pode levar, o filho pode nos ser tirado e o mesmo ocorre com o namoro.

Não quero dizer com isso que não podemos ter alegria nessas coisas, contudo, a alegria e a paz que acalma a nossa alma e nos dá segurança, não pode estar depositada nessas coisas, pois se ficarmos sem elas ficaremos sem o nosso chão, mas o alicerce da nossa paz são as promessas do nosso Salvador. Nós estaremos no céu face a face com o Criador e diante desse fato devemos tremer, ficarmos jubilosos!!!!!

No ano de 2003 eu li pela primeira vez o livro Quem me dera conhecer a Deus, onde o autor disse que passou a colocar a palavra cinza em todos os seus pertences e também passou a considerar cinzas muitas outras coisas em sua vida. Isso ocorreu depois de ler a seguinte frase: “Ninguém tem o direito de usufruir o que é supérfluo, enquanto outros não têm o suficiente para viver”.

Diante dessa frase podemos nos sentir impotentes, pois não temos como resolver o problema de todos, mas podemos oferecer a todos que estão em nossa volta a palavra de salvação.

Lembremo-nos de Pedro e João, não tinham ouro nem prata para dar ao coxo, mas deram a ele o que tinham e isso fez uma enorme diferença em sua vida. Eles não resolveram o problema de todo mundo, mas fizeram a diferença na vida do que estava em sua volta.

Na atual conjuntura a maioria de nós também não tem ouro nem prata, entretanto temos algo que certamente fará uma enorme diferença na vida de qualquer pessoa, as Boas Novas!

O autor desse livro teve um ministério entre os índios e conduziu muitos deles ao nosso Senhor.

Pensei, se já somos salvos e estamos com Deus, qual será o interesse de Deus de nos manter aqui na terra? Eu tenho me feito essa pergunta e não encontro outra resposta que não seja apresentar o plano de salvação ao maior número de pessoas, diminuindo assim o número de pessoas que estão em passos largos se dirigindo ao inferno.

Deus nos confiou essa missão, é um privilégio, não podemos ficar de fora, temos que nos colocar a disposição do Senhor, isso implicará muitas coisas, mas “não há lugar que Deus deseje que estejamos que Ele também não estará lá para nos ajudar”.

Hoje Deus tem me dado essa consciência, de que, o que deve me impulsionar a servi-Lo é o motivo de que já estou salvo e seguro em suas mãos e devo por amor a Ele agradecer o amor que Ele dispensou na cruz (a Graça). Isso deve me levar a ter uma vida para agradá-lo, mesmo que eu venha me desagradar (2Co 5.14-15).

Sei que o que mais agrada a Deus é quando o homem se reconcilia com Deus, pois fomos separados pelo nosso pecado, mas Ele em Cristo nos deu a oportunidade sem merecermos ou pagarmos alguma coisa de sermos reconciliados com o Criador.

Temos aqui um princípio quanto ao que deve ser motivação em servir a Deus em obediência, glorificar e exaltar o Seu Santo Nome. (1Pe 4.11).

Se o que nos conduz a pregar o evangelho for apenas um sentimento nobre por pessoas perdidas, corro o riso de como Jonas me desanimar e desobedecer à ordem do Senhor, visto que nem sempre teremos pessoas dispostas a ouvir e muitas vezes encontraremos algumas dispostas a nos prejudicar desejando e trabalhando para que nos venha todo o mal possível, verdadeiros inimigos, enfim o sentimento “nobre” vai oscilar de acordo com a reação do receptor. Qual tem sido a motivação? Espero que seja unicamente glorificar a Deus. (2Co 9.12-13; 1Pe 4.11).

Quando Cristo nos acolheu foi para a glória de Deus (Rm 15.7).

Aos 27 anos refleti:

Sempre trabalhei na Igreja, nunca fui um aquecedor de banco, contudo, em 2003 me senti aleijado diante da cruz de Cristo. Senti-me muito mal.

Você pode perguntar: como se sentir assim tendo uma vida ativa durante anos para Deus? Senti-me assim por causa dos motivos que me impulsionavam, fazia não numa forma de agradecimento a Deus por tudo que Ele fez por mim, fazia para me agradar, pois me sentia bem sendo prestativo às pessoas, gostava de ser notado, fazia por causa da responsabilidade assumida, pois não queria ficar mal diante dos homens, pois tinha um nome a zelar, o meu é claro e não o de Deus.

Após todos esses anos percebi em 2003 que estava mal diante de Deus, por causa dos motivos. Vejo agora que tudo o que fiz, diante de Deus chegou como palha, feno e madeira (1Co 3.12-15).

Hoje eu poderia continuar me sentindo mal, mas optei em reconhecer e confessar todo esse meu pecado e desfrutar de Graça de Deus que excede todo entendimento.

Naquele mesmo ano li pela primeira vez o livro Retorno à Santidade, lá encontrei algumas indagações que me ajudaram a reconhecer o meu pecado. Vejam algumas:

Motivos inadequados é um pecado para o qual frequentemente se faz vista grossa e, por isso, é a causa não reconhecida de muitas orações não respondidas. De fato, é comum ver as pessoas tratando Deus como um catálogo de produtos onde escolhemos o que desejamos. Nós sempre queremos que Ele faça as coisas para nós, mas não estamos preocupados em fazer algo para Ele. Muitas pessoas oram e adoram com motivos muito egoístas. Nós quase tratamos Deus como um “gênio” que manipulamos para ter o que queremos.

Perguntas para reflexão: Você se sente culpado por buscar a Deus mais pelo que Ele pode fazer por você do que por amor genuíno a Ele? Você está ciente do seu desejo de ser notado e elogiado pelas pessoas ao invés de estar simplesmente buscando agradar a Deus? Você tem desejo de orar pedindo que à vontade de Deus se faça, mesmo quando ela não se encaixa nos seus planos? Seu amor e adoração diminuem quando as coisas não saem do seu jeito? Quando você se decepciona, você “esfria” com Deus e a Igreja? Se for assim, isto revela um nível significativo de motivos impuros.

Hoje é com muita alegria que digo tudo isso, pois reconheci que sempre tive motivos impuros, arrependi-me diante de Deus e o seu perdão restaurou a paz em meu coração e me tirou o sentimento horrível que estava me escravizando, a culpa, em Cristo estou livre dela. Entretanto, tenho que a cada dia vigiar para que o meu andar com o Senhor seja irrepreensível.

Gostaria de concluir esse testemunho com a passagem em 1Pedro 4.12-19:

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de voz, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo, pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo… mas se sofrer como Cristão, não se envergonhe disso, antes glorifique a Deus com esse nome…

Que Deus nos ajude e nos conduza a uma vida de gratidão a Ele, uma vida que glorifique o Deus eterno, imortal, invisível, mas real, a Ele exaltamos com louvor.

Em Janeiro de 2004 ingressei nos cursos da Missão Novas Tribos do Brasil.

Anderson Rocha de Almeida

(missionário e professor IBP)

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2 thoughts on “O mundo nos sufoca?

  • 1 de março de 2016 at 16:14
    Permalink

    Boa

    Meu nome e Daniela e estou fazendo uma pesquisa de Institutos e gostaria de sabe mas de voces

    Reply
    • 3 de março de 2016 at 21:58
      Permalink

      Olá Daniela. Esperamos que tenha encontrado as informações que precisava em nosso site. Caso ainda tenha alguma dúvida envie um email para ibpeniel@ibpeniel.org.br
      Obrigado.

      Reply

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